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Município de Santa Bárbara dOeste
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JUN
05
05 JUN 2008
Município entrega reforma do Museu da Imigração
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O Museu da Imigração para Santa Bárbara d'Oeste é um espaço que reflete as tradições, lembranças e o imaginário de várias gerações de barbarenses.
O Município de Santa Bárbara d'Oeste entrega nesta quinta-feira (05/06), às 20h, a reforma do Museu da Imigração que agora volta a funcionar plenamente com o seu acervo permanente e exposições itinerantes. Para marcar a data e pelo fato de estar sendo realizada a Semana Cultural Italiana, será aberta a exposição "Imigração Italiana" e o evento conta também com a apresentação do músico barbarense "Luiz XXV".

"Quando foi criado o Museu da Imigração há 20 anos, o prefeito Zé Maria e o professor Cleiton de Oliveira que era secretário de Cultura na época, resgatavam definitivamente a história da imigração americana para Santa Bárbara d'Oeste. Durante os últimos anos o prédio começou a apresentar problemas de goteiras e infiltrações provocando inclusive a retirada de peças que não eram de nossa propriedade, apenas estavam sob a guarda do Museu, por medo dos proprietários que as mesmas se danificassem. Com as reformas implementadas, a confiança dos proprietários das peças, a maioria da Fraternidade Descendência Americana, foi retomada e os seus objetos e documentos voltam a guarda do Museu. O Município readquire o status de guardião de nossa memória e tradição. Vale ressaltar que com a saída definitiva dos arquivos do prédio da antiga Ciretran, o mesmo deverá incorporar-se ao Museu recebendo a reserva técnica e a sala de exposições itinerantes Antonio Duarte. A atual sala Antonio Duarte receberá um segmento permanente sobre a imigração italiana no Município. Foi preciso a sensibilidade do prefeito Zé Maria, que construiu o Museu, para novamente restaurá-lo e deixá-lo em condições de abrigar dignamente nossa história e memória", disse o secretário de Cultura e Turismo, José Benedito Varela.

A reforma sanou os principais problemas do antigo prédio, que foi construído no final do século XIX. Devido à grande umidade no pavimento térreo e o fato de todos os rodapés do mesmo local estar tomados por cupins, optou-se por retirar os rodapés e aplicar um produto impermeabilizante e cristalizante em todas as paredes internas e externas do térreo até a altura de 1,20 metros.

Como o telhado do Museu apresentava inúmeras goteiras em virtude do madeiramento ter cedido em alguns pontos, foi necessária a troca das telhas, substituindo também todo o ripamento. Foi colocada uma manta aluminizada para maior proteção termo acústica dos forros de madeira, auxiliando contra os vazamentos de água proveniente das telhas.

As telhas eram de barro e foram substituídas por telhas de cimento coloridas, que possuem maior resistência e impermeabilidade. Durante a troca do telhado, todas as calhas e pingadeiras foram substituídas por novas.

Após concluída estas etapas, o Museu recebeu pintura internamente. Na Sala Antônio Duarte foi aplicado uma textura especial tipo Terracal e as outras salas receberam uma demão de massa corrida diluída, com posterior pintura. Na parte externa do prédio foi aplicada uma textura tipo Terracal. Este revestimento é extremamente resistente. Os muros externos, o anexo ao fundo e todo o prédio do Centro Municipal de Memória receberam uma pintura em látex. As grades e ferragens externas receberam pintura em esmalte e as janelas de madeira foram reformadas e envernizadas.

Concluída a pintura interna, todos os rodapés do pavimento térreo foram substituídos por outros de igual tamanho e o piso de madeira do térreo e do pavimento superior foram lixados e receberam verniz especial, do tipo Synteko. Os postes de iluminação externa tinham luminárias bem deterioradas e as mesmas foram substituídas por outras em alumínio e vidro, bem mais resistentes e modernas, criando um contraste com o prédio de mais de 100 anos.

Além disso, toda a instalação elétrica interna passou por manutenção e instalação de novos pontos. Também foi instalado no prédio um moderno sistema de alarme e monitoramento eletrônico. Outra novidade para os visitantes é a instalação de som ambiente que foi feita em todas as salas de exposição, que são acionados eletronicamente com a presença de visitantes. A obra incluiu ainda a manutenção dos jardins externos e colocação da escultura "O Cangaceiro", num pedestal no canteiro em frente à entrada principal do Museu.

Histórico O Museu da Imigração para Santa Bárbara d'Oeste é um espaço que reflete as tradições, lembranças e o imaginário de várias gerações de barbarenses. Além disso, é o único em nosso país que retrata a imigração norte-americana ocorrida após a Guerra da Secessão, durante o século XIX, nos Estados Unidos.

Criado na primeira gestão do prefeito José Maria de Araújo Júnior, em 1988, teve como local escolhido a antiga cadeia pública, dada a sua importância arquitetônica, histórica e localização privilegiada. O edifício em que se instalou o Museu foi construído no final do século XIX com a finalidade de abrigar a Casa de Câmara e Cadeia de Vila de Santa Bárbara pelo Governo do Estado e projetado pelo arquiteto francês Victor Dubugras, que na época trabalhava no conceituado escritório de engenharia Ramos de Azevedo.

Hoje, o Museu possui um acervo permanente contendo cartas, documentos, fotografias, roupas, louças, utensílios de cozinha, móveis, entre outros objetos que retratam a vida dos imigrantes que chegaram na segunda metade do século XIX. O Museu da Imigração reflete o importante impulso progressista que os americanos trouxeram com a tecnologia da época, principalmente para a agricultura de nossa região.

Atualmente, o Museu recebe cerca de 7 mil alunos por ano em visitas de caráter pedagógico, através do agendamento das escolas do Município. Além disso, o local também recebe a visita da população em geral, de pesquisadores e de turistas norte-americanos em busca da história dos conterrâneos que vieram se estabelecer em Santa Bárbara d'Oeste.
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