Vamos criar um parque, uma área de caminhada e que esse benefício seja estendido para todas as pessoas", disse o prefeito.
As pessoas que invadiram e moram em uma área pública no Mollon IV foram notificadas a deixar o local. "É preciso explicar que uma parte da área é APP (Área de Proteção Ambiental); há uma nascente no local, próximo ao Córrego Mollon, que precisa ser preservada e outra parte é destinada a sistema de lazer", disse o prefeito José Maria de Araújo Júnior, no programa de rádio Direto ao Assunto.
Há muitos anos essas pessoas estão sendo avisadas. Diversos levantamentos sociais foram realizados. Em novembro de 2006, foi feito um levantamento pelo setor de Fiscalização e 19 pessoas foram notificadas para que desocupassem a área em 60 dias.
No dia 25 de setembro, o prefeito recebeu junto com os vereadores Gilmar Vieira, Ademir da Silva, Adegas Júnior e Inácio Souto, 6 moradores (José Maria, Adão Pinto de Oliveira, Lindolfo Mauricio de Mello, Edvaldo Faustino Furtado, Carlos Alberto Steine e Valter Macedo Gomes).
Foi feito um levantamento socioeconômico dessas pessoas. Nesse levantamento foi concluído que não há nenhum caso de risco pessoal. Essas pessoas têm condições de procurar outra moradia.
Em novembro, o advogado Lafaiete Pereira Biet entrou com processo administrativo em nome de seis moradores requerendo a reconsideração do prazo. Representando os senhores Lindolfo Mauricio de Mello, Eric Furtado, Erivan Furtado, Edvaldo Furtado, Maria Cicera do Socorro e Adão Pinto de Oliveira.
Em 13 de dezembro, a Secretária de Negócios Jurídicos, Dra. Maria Eliza, atendeu o advogado Lafaiete; o presidente do Sindicato dos Funcionários em Farmácia (Sinproframa), Valdir Ribeiro Silva e o membro da ONG, Casa do Estudante, Mauricio Avelar. Eles pediram a reconsideração da decisão. Em 28 de dezembro foi encaminhada uma resposta ao advogado indeferindo o pedido.
A Fiscalização esteve novamente no local e foi constatado que 14 pessoas haviam deixado o local em fevereiro, restando apenas 5 pessoas. Foram dados 60 dias, mas já se passaram 180 dias.
O Município entrou com processo em 15 de março. Em abril a juíza Renata Vaitkevicius Santo André Vitagliano concedeu liminar. Todos foram novamente notificados pelo oficial de justiça. Agora é de competência judicial.
"Vamos investir nessa área. Vamos criar um parque, uma área de caminhada e que esse benefício seja estendido para todas as pessoas. Insisto que foi tomado todo o cuidado com esse caso. Pessoas com interesse contrariado acabam dizendo mais que a verdade", comentou o prefeito Zé Maria.