Diagnóstico foi feito pela Unicamp
Na manhã de hoje, se reuniram em Santa Bárbara d´Oeste os prefeitos, vices, secretários de saúde e representantes dos municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Foi apresentado o diagnóstico do setor de Saúde da RMC encomendado pelos prefeitos à Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). "A Saúde envolve os prefeitos mais do que qualquer outro setor", disse o prefeito José Maria de Araújo Júnior.
O relatório final foi apresentado pela médica sanitarista e doutora em saúde coletiva, pesquisadora associada do NEPP/Unicamp, Dra. Carmem Cecília de Campos Lavras e pelo médico pediatra e doutor em medicina interna, pesquisador do NEPP e pró-reitor de desenvolvimento universitário da Unicamp, Dr. Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva.
O estudo foi desenvolvido entre os meses de dezembro de 2006 e abril de 2007 em 48 instituições da RMC. Foram utilizados questionários e entrevistas, onde se levantou um conjunto de informações junto a 18 Secretarias Municipais de Saúde, à DRS VII da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a 28 serviços hospitalares de referência SUS (Sistema Único de Saúde) e ao Sindicato dos Médicos de Campinas e Região. "Não é possível achar a solução da Saúde nos Municípios", disse pesquisadora, Dra. Carmem referindo-se sobre a ajuda dos governos do Estado e Federal.
O estudo revela que durante os últimos anos que melhoraram as condições de vida e saúde da população, além de significativos avanços sistema único de saúde. Mas revela também que há muito que avançar na perspectiva de consolidação regional de um sistema público de excelência.
São apontadas as fragilidades conhecidas dos prefeitos como a falta de resolutividade; falta de oferta de consultas especializadas; de leitos hospitalares ou unidades muito pequenas; precariedade das estruturas e ausência de estratégias adequadas quanto a gestão de trabalho. O grande desafio é destacado como sendo a construção de um sistema integrado de saúde em âmbito regional.
Entende-se como fundamental que as ações e atividades de atenção básica sejam resolutivas e de qualidade e para isso o estudo recomenda a implantação do Programa de Qualidade da Atenção Básica que inclua: a melhoria da infra-estrutura física e tecnológica das unidades existentes; a construção de novas unidades quando necessário; a implantação de mecanismos de valorização de profissionais da atenção básica; a criação de cargos gerenciais para as unidades básicas de saúde; a implantação de protocolos clínicos pactuados; e a organização de equipes de supervisão técnica e referência clínica.
Sobre a atenção especializada é recomendado proceder a um planejamento de caráter regional, no sentido de otimizar os recursos e garantir a qualidade da atenção ofertada. No que se refere a Urgência e Emergência a organização regional também indicada. "A RMC precisa amadurecer e traçar caminhos na região. A saída não é localizada. Só é possível saídas regionais", disse a Dra Carmem, da Unicamp.