"A cada dia que passa fica mais evidente que a preservação da água não é apenas uma questão de educação, mas de sobrevivência", disse o prefeito Zé Maria.
O Município de Santa Bárbara d'Oeste lançou nesta segunda-feira (28/4) o Museu da Água, que será implantado no espaço ocupado pela ETA 1 (Estação de Tratamento de Água), localizado na Avenida Monte Castelo esquina com a Rua Camilo Augusto de Campos, na região central. Para a execução do projeto serão investidos R$ 360 mil e o edital para a contratação da empresa responsável pela obra será publicado nesta terça-feira (29/4).
O projeto foi apresentado à imprensa pelo prefeito José Maria de Araújo Júnior, pelo diretor superintendente do DAE (Departamento de Água e Esgoto) Antonio Jarbas Fornasari Filho e pelo secretário de Cultura e Turismo, José Benedito Varela. Também acompanharam a apresentação membros do Codepasbo (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Santa Bárbara d'Oeste), Conselho Municipal de Cultura, Fraternidade Descendência Americana (FDA) e da empresa Conceito Consultoria de Planejamento Turístico.
A criação do Museu da Água tem como propósito uma ação educativa. O local será utilizado para visitação de grupos monitorados com objetivo e interesse de preservação, pesquisa, comunicação do conhecimento e conscientização desse bem imprescindível à humanidade, a água potável. Promoverá através da participação, reflexão crítica e troca de informações e educação ambiental.
Para o prefeito José Maria de Araújo Júnior, Santa Bárbara d'Oeste está dando mais um passo importante na preservação de sua história e do meio ambiente. "A cada dia que passa fica mais evidente que a preservação da água não é apenas uma questão de educação, mas de sobrevivência", frisou.
O complexo do Museu abrigará a ETA 1 e suas instalações, o setor administrativo e pedagógico, praça frontal, espaço interno de jardins e reservatórios, somando uma área de 3.070 m². O espaço existente da antiga casa com 108 m² será reformado e utilizado para exposições, administração e biblioteca. Será construída uma nova área de 164 m2 para abrigar sanitários, copa e um auditório com capacidade para 56 pessoas. A área total do bloco será de 237 m².
O acesso ao Museu será pela Rua Camilo Augusto de Campos através de um hall que fará a ligação entre o prédio novo e o antigo. A iluminação natural e a visualização da quantidade de água utilizada nos lavatórios e vasos sanitários foram levadas em conta à concepção do projeto com o propósito de chamar atenção aos aspectos ambientais, de sustentabilidade, ciclo de vida e eficiência energética. Fatores relevantes à concepção e essência do Museu.
A praça frontal e a área ao redor das edificações serão utilizadas como espaço para recreação e museu de rua, uma exposição externa que servirá de complementação as instalações internas do complexo. A idéia é que o visitante encontre em todas as instalações uma proposta lúdica que possibilite uma experiência agradável, ao longo da visitação, de informações técnicas e históricas sobre a água no município.
ETA I
A primeira ETA (Estação de Tratamento de Água) do município foi construída em de 1940 e inaugurada oficialmente em maio de 1941 pelo prefeito Plácido Ribeiro Ferreira. Localizada na Avenida Monte Castelo, região central, a ETA 1 recebia água captada do Rio Piracicaba, na Fazenda Cachoeira, por meio de uma adutora com cerca de oito quilômetros de extensão. Na década de 50 passou por grande reforma e ampliação durante a administração do prefeito Américo Emílio Romi. Foi desativada em 1999 quando o DAE inaugurou a ETA 5, na região do Jardim Souza Queiroz. Após seis anos passou por um processo de recuperação e sua reativação se deu em 2006, quando a pequena estação passou a tratar 30 litros de água por segundo, abastecendo cerca de 13 mil moradores da macro-região da Vila Maria.