Mais de 50 professores da rede municipal de ensino receberam conhecimentos sobre Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), em uma capacitação realizada pelo Município, através da Secretaria Municipal de Educação. Com encontros semanais às quartas-feiras, no período da tarde ou da noite, esses professores tiveram o primeiro contato com a linguagem, que é a comunicação dos deficientes auditivos.
O objetivo do curso é preparar os docentes para entender a linguagem e para que possam aplicá-la em sala de aula, tanto para os alunos portadores da surdez quanto para os ouvintes. As participantes puderam aprender principalmente a linguagem em situações do dia a dia vividos na escola, com ênfase nos diálogos e saudações.
"Geralmente, o aluno portador da deficiência chega à escola sem saber a linguagem, por isso é importante que o professor entenda a língua para que possa ensiná-lo", comenta a coordenadora do curso, Edileuza de Lima. Após quatro meses de capacitação, desde o início de março, as participantes que possuem alunos com a deficiência relataram à coordenadora a melhora na comunicação em sala de aula.
O curso está dentro das propostas do MEC (Ministério da Educação) de atendimento educacional especializado nos municípios. A capacitação será encerrada no dia 25 de junho, com a formatura das alunas, que vão apresentar uma música em Libras para os participantes e convidados.
Libras
A Linguagem de Sinais (LS) é a língua natural das comunidades surdas e, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, não são simplesmente mímicas e gestos soltos, mas línguas com estruturas gramaticais próprias.
O que diferencia as Línguas de Sinais das demais é sua modalidade visual e espacial. Assim, uma pessoa que entra em contato com uma Língua de Sinais irá aprender uma outra língua, como o Inglês ou Francês, por exemplo. As Línguas de Sinais não são universais, portanto cada país possui a própria, que também se diferencia conforme a região e os costumes de cada grupo.