O Departamento de Vigilância em Zoonoses de Santa Bárbara d’Oeste, vinculado à Secretaria de Saúde, segue com as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya no Município. Entre as principais estratégias está o Bloqueio e Controle de Criadouros, realizado em diferentes regiões da cidade.
A ação consiste na vistoria de imóveis, identificação e eliminação de possíveis criadouros do mosquito, além da orientação direta aos moradores sobre as medidas de prevenção. Entre janeiro e 11 de março deste ano, foram realizadas 5.708 visitas para bloqueio e controle de criadouros, tendo sido encontrados e controlados 6.987 recipientes com água. Destes, 263 continham larvas de Aedes aegypti.
As atividades ocorreram nos bairros Santa Rosa II, Jardim Pérola, Cidade Nova, Planalto do Sol, Parque Zabani, Conjunto dos Trabalhadores, Terras de São Pedro, 31 de Março, Jardim Batagin, Vila Grego, Residencial Furlan, Jardim Conceição, Jardim São Francisco, Jardim Santa Alice, Vista Alegre, Chácaras Beira Rio e Cruzeiro do Sul.
Além do Bloqueio e Controle de Criadouros, as equipes do Controle de Vetores também executaram outras ações de prevenção e monitoramento no mesmo período. Foram 44.519 visitas a imóveis, 2.710 nebulizações portáteis, 227 vistorias em pontos estratégicos e 65 inspeções em imóveis especiais.
O monitoramento do mosquito também contou com 1.580 ovitrampas pesquisadas e 3.097 manutenções em Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL). Já a aplicação de biolarvicida com equipamento veicular atingiu 5.890 imóveis, ampliando a cobertura das medidas de controle em diferentes áreas da cidade.
As visitas domiciliares integram a estratégia permanente do Departamento, que inclui a identificação e eliminação de criadouros. Quando um imóvel fechado apresenta indícios de possíveis focos, os agentes deixam um relatório solicitando providências e retornam posteriormente para verificar o atendimento.
Além das visitas, o conjunto de ações inclui nebulização com equipamentos costais e veiculares, vistorias em pontos estratégicos e imóveis especiais, atendimento de solicitações de moradores, monitoramento entomológico com armadilhas e análises laboratoriais, aplicação de biolarvicida em áreas urbanas e instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) em regiões consideradas críticas.
A Prefeitura ressalta que o envolvimento da população é fator decisivo para a eficácia das medidas de controle do Aedes aegypti e que o enfrentamento à dengue é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre poder público e população. Receber o agente de saúde, permitir a vistoria do imóvel e seguir as orientações repassadas são atitudes simples, mas essenciais para proteger não apenas a própria residência, mas toda a comunidade.
Em relação à identificação, é importante ressaltar que a população deve estar atenta ao uniforme e crachá, pois esses elementos asseguram que o profissional é da equipe da Saúde. Caso os profissionais não estejam devidamente identificados ou se persistirem dúvidas, recomenda-se que a pessoa entre em contato no Departamento de Vigilância em Zoonoses pelo telefone (19) 3463.8099, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16 horas.
Orientações
A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste reforça que a participação da população é essencial e incentiva a receber os agentes de controle de endemias, que orientam sobre medidas simples e eficazes para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Todas as ações são gratuitas e não há cobrança de taxas para nenhum serviço ou produto utilizado.
As orientações para a população são simples e podem salvar vidas:
- Utilizar tampas e telas para vedar baldes e tambores de armazenamento de água;
- Armazenar objetos em local coberto, ou descartar, de forma adequada, o material que não vai mais utilizar. O Município dispõe de Ecopontos e do serviço de coleta de resíduos regular;
- Limpar as calhas e caixas d'água;
- Não armazenar pneus e garrafas em local descoberto;
- Não deixar plantas na água, utilizando sempre vasos com terra;
- Verificar a drenagem dos vasos de planta, para que não acumulem água;
- Não utilizar pratinhos embaixo dos vasos;
- Evitar bromélias, em centros urbanos, pois elas também servem como criadouro de Aedes aegypti;
- Usar telas nas caixas d'água;
- Instalar telas mosquiteiras em janelas e portas;
- Limpar e fazer o tratamento adequado nas piscinas.
Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, manchas vermelhas na pele e dores no corpo, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima e evitar a automedicação, pois alguns medicamentos podem agravar o quadro clínico.
Vale ressaltar que a pessoa também deve ficar atenta aos sinais de alarme para a dengue que incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, queda abrupta na temperatura do corpo, sangramentos, agitação ou sonolência, choro persistente em crianças, tontura ou desmaio, pele fria e pálida, dificuldade de respirar e diminuição da quantidade de urina. Esses sintomas podem aparecer a partir do terceiro dia da doença e indicar agravamento do quadro. Neste caso, é primordial procurar o serviço de saúde imediatamente.









