Especialista explica sobre a doença, fatores de risco, importância do diagnóstico precoce e formas de tratamento
A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste, por meio da Secretaria de Saúde, tem intensificado as ações de prevenção ao glaucoma na Rede Municipal de Saúde. Nesta semana, em que é celebrada a Semana Mundial do Glaucoma (8 a 14 de março), as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) promoveram diversas ações alusivas ao tema, por meio de Salas de Espera Ativa e palestras.
Durante as atividades foram abordadas diversas orientações sobre a doença, como causas, principais sintomas e formas de tratamento, além da ênfase na prevenção e na importância do diagnóstico precoce. As ações seguem ao longo do mês, em outras UBSs e demais setores da rede.
O glaucoma é uma das doenças oftalmológicas que mais afetam a população idosa. A patologia causa uma lesão progressiva no nervo óptico, responsável por levar as informações captadas pelo olho ao cérebro.
De acordo com a médica oftalmologista da Rede Municipal de Saúde, Gabriela Pantaroto Júlio, o glaucoma é caracterizado justamente por esse dano no nervo óptico. “O nervo óptico é responsável por levar as informações da visão até o cérebro. No glaucoma ocorre um dano nesse nervo, que pode estar associado ao aumento da pressão intraocular e a alterações que o médico identifica em exames, como o de fundo de olho”, explicou.
Um dos principais fatores para o seu desenvolvimento é a idade, no entanto a doença pode afetar pessoas de qualquer faixa etária, sendo mais recorrente após os 40 anos. Outros fatores que podem favorecer o desenvolvimento da enfermidade são: pressão intraocular elevada, histórico familiar da doença, miopia ou hipermetropia acentuada, uso prolongado de corticoides e doenças sistêmicas.
Segundo a especialista, o glaucoma costuma evoluir de forma silenciosa. “O glaucoma é uma doença que geralmente é assintomática até estágios mais tardios. Por isso muitas pessoas podem ter a doença sem sentir nada”, destacou.
Entre os grupos com maior risco estão pessoas mais velhas e quem possui histórico familiar. “O principal risco para desenvolver glaucoma é o aumento da pressão intraocular. A doença também é mais comum em pessoas de idade mais avançada, em quem tem alta miopia e em quem tem familiares com diagnóstico de glaucoma”, acrescentou.
A realização de exames periódicos é a principal forma de detectar precocemente o glaucoma, bem como outras doenças oculares. Com o diagnóstico precoce, é possível que os sinais mais graves da doença sejam evitados e/ou minimizados.
“O exame oftalmológico de rotina é recomendado para todas as idades, mas pessoas com mais de 40 anos, principalmente se tiverem histórico familiar da doença, devem manter acompanhamento regular”, orientou a médica.
Gabriela também ressalta que, apesar de não ter cura, o glaucoma pode ser controlado. “O glaucoma não tem cura, mas tem controle. Com diagnóstico e tratamento corretos, é possível manter uma boa visão por boa parte da vida. A cegueira geralmente ocorre apenas em estágios muito avançados da doença, quando ela não é tratada ou não está bem controlada”, afirmou.
Os principais exames para detecção da doença são o exame de fundo de olho e a aferição da pressão intraocular, realizados durante consulta oftalmológica. A principal forma de prevenção é justamente a detecção precoce por meio das consultas oftalmológicas de rotina, conforme explicou a médica.
O tratamento do glaucoma é baseado na redução da pressão intraocular, o que pode ser feito principalmente com o uso de colírios específicos. Em alguns casos também podem ser indicados procedimentos a laser e, em situações mais avançadas, cirurgia.
A médica ainda reforça a importância de manter o tratamento corretamente. Caso a pessoa interrompa o tratamento, o glaucoma pode voltar a progredir. As fibras do nervo óptico não se regeneram e, com o tempo, o paciente pode perder primeiro a visão periférica e, em estágios muito avançados, até a visão central.
Apesar disso, quem recebe o diagnóstico pode manter uma vida normal. “O diagnóstico não significa necessariamente que a pessoa terá limitações no dia a dia, desde que faça o acompanhamento e siga o tratamento corretamente”, concluiu Gabriela.
Com o diagnóstico precoce, é possível que os sinais mais graves da doença sejam evitados e/ou minimizados. Para ter acesso aos serviços ofertados na rede municipal de saúde, basta comparecer à UBS mais próxima da residência e verificar os atendimentos disponíveis.









