Santa Bárbara d’Oeste registrou no primeiro trimestre de 2026 uma redução de 98,8% no número de casos dengue, em comparação com o ano anterior. Até esta terça-feira (31), o Município havia confirmado 68 casos positivos da doença ano, ante 5.691 registros em 2025.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a redução do número de casos não se deve a um único fator, mas a um conjunto de variáveis, por se tratar de uma doença de dinâmica complexa. Entre os motivos que explicam essa queda, estão as ações de combate ao mosquito, a intensificação da divulgação de informação à população, a circulação de sorotipos e a redução de indivíduos suscetíveis.
“A partir da elaboração de um plano de comunicação por diferentes setores da Administração, a divulgação de medidas preventivas e de outras informações fundamentais à população foi intensificada nas mídias sociais, com boa aceitação e repercussão no município. Além disso, também existe a questão epidemiológica dos sorotipos circulantes e a suscetibilidade da população. Nos anos de 2024 e 2025, o município viveu epidemias expressivas nas quais muitas pessoas que foram acometidas pelo vírus se tornaram imunes aos sorotipos circulantes, com destaque aos sorotipos 1 e 2 e, em menor grau, para o sorotipo 3. De forma mais incipiente e localizada, o início das campanhas de vacinação também contribuiu para o cenário que estamos vendo em 2026”, explicou o chefe do Departamento de Vigilância em Zoonoses, Luiz Eduardo Chimello de Oliveira.
A Secretaria de Saúde alerta que, apesar da redução no número de casos, não pode haver relaxamento nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya “Apesar do menor número de casos de dengue em 2026, os índices de infestação de mosquitos seguem altos nos meses mais quentes do ano, conforme indica o monitoramento realizado pelo Setor de Combate de Vetores. Portanto, a eliminação de criadouros segue sendo crucial para a prevenção da dengue e outras arboviroses”, ressaltou Oliveira.
No município, os principais recipientes onde as equipes encontram larvas de Aedes aegypti são vasos de planta com drenagem inadequada, plantas na água, pratos pingadeiras, baldes, pneus e sucatas. Além disso, as calhas sujas e entupidas desempenham papel importante na proliferação de mosquitos, sendo imprescindível que a população se atente a esses possíveis criadouros e colabore, verificando o quintal ao menos uma vez por semana, para eliminar possíveis focos. “É importante destacar que mais de 70% dos criadouros estão dentro das residências, o que reforça a necessidade da colaboração de todos para a prevenção”, completou Oliveira.
Ações ininterruptas
A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste mantém ações de combate ao mosquito Aedes aegypti durante todo o ano de forma ininterrupta nas diversas regiões da cidade no atendimento de solicitações da população, visitas domiciliares, procedimentos em imóveis fechados com suspeita de criadouros, aplicação de sanções previstas na legislação municipal quando necessário, apuração de locais suspeitos, nebulização veicular, além de vistorias em imóveis especiais, análise laboratorial, instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), monitoramento entomológico com armadilhas, Avaliação de Densidade Larvária (ADL) e ações educativas como palestras e orientações à população.
Orientações
A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste reforça que a participação da população é essencial e incentiva a receber os agentes de controle de endemias, que orientam sobre medidas simples e eficazes para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Todas as ações são gratuitas e não há cobrança de taxas para nenhum serviço ou produto utilizado.
- As orientações para a população são simples e podem salvar vidas:
- Utilizar tampas e telas para vedar baldes e tambores de armazenamento de água;
- Armazenar objetos em local coberto, ou descartar, de forma adequada, o material que não vai mais utilizar. O Município dispõe de Ecopontos e do serviço de coleta de resíduos regular;
- Limpar as calhas e caixas d'água;
- Não armazenar pneus e garrafas em local descoberto;
- Não deixar plantas na água, utilizando sempre vasos com terra;
- Verificar a drenagem dos vasos de planta, para que não acumulem água;
- Não utilizar pratinhos embaixo dos vasos;
- Evitar bromélias, em centros urbanos, pois elas também servem como criadouro de Aedes aegypti;
- Usar telas nas caixas d'água;
- Instalar telas mosquiteiras em janelas e portas;
- Limpar e fazer o tratamento adequado nas piscinas.
Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, manchas vermelhas na pele e dores no corpo, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima e evitar a automedicação, pois alguns medicamentos podem agravar o quadro clínico.
Vale ressaltar que a pessoa também deve ficar atenta aos sinais de alarme para a dengue que incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, queda abrupta na temperatura do corpo, sangramentos, agitação ou sonolência, choro persistente em crianças, tontura ou desmaio, pele fria e pálida, dificuldade de respirar e diminuição da quantidade de urina. Esses sintomas podem aparecer a partir do terceiro dia da doença e indicar agravamento do quadro. Neste caso, é primordial procurar o serviço de saúde imediatamente.