Santa Bárbara d'Oeste receberá mais uma vez a Mostra Cinema e Direitos Humanos, evento nacional promovido pelo MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) em parceria com o MinC (Ministério da Cultura). Ao todo, dez filmes serão exibidos nos dias 25 e 26 de junho, no CEU das Artes, localizado no Planalto do Sol II — veja as sinopses abaixo.
A mostra, que também foi realizada no Município em 2025, é gratuita e aberta ao público. Neste ano, o evento, que está em sua 15ª edição, traz como tema “Direitos humanos e emergência climática: rumo a um futuro sustentável” e reúne produções de realizadores indígenas, quilombolas e ribeirinhos. As obras evidenciam a relação entre justiça ambiental, diversidade cultural e direitos humanos.
Cada dia de exibição contará com uma sessão de curtas-metragens nacionais seguida de debate com mediação e presença de convidados.
Haverá quatro sessões em Santa Bárbara d’Oeste. As duas primeiras serão voltadas ao público infantil e estão marcadas para o dia 25, às 9h30 e 13 horas, respectivamente. Em ambas, os mesmos quatro filmes serão exibidos: “Ga vī: a voz do barro”, “Òsányìn: O segredo das folhas”, “No início do Mundo” e “Amazônia sem garimpo”. As duas sessões terão mediação da professora Juliana Ramos.
A terceira sessão também ocorre no dia 25, às 19h30, com os filmes “Cerrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga”, “Eu sou Raiz” e “Grão”. A mediação ficará por conta do Cineclube Tramas, representado por Amanda da Conceição, Maria Helena Galhani e Maria Fernanda Galhani.
A última sessão está agendada para o dia 26, às 19h30, com o curtas “Ga vī: a voz do barro”,
“Kutala”, “As Lavadeiras do Rio Acaraú transformam a embarcação em nave de condução” e “Faísca”. A mediadora será a jornalista e produtora cultural Mariana Balam.
A realização da 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos é do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com apoio do Ministério da Cultura, e conta em Santa Bárbara d’Oeste com a parceria da Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo.
Além do CEU das Artes, outro ponto de Santa Bárbara d’Oeste foi escolhido para as exibições deste ano: o SSPCIC (Serviço Social em Promoção da Cidadania Imaculada Conceição). Os filmes são apresentados na Casa Social (Rua Cuiabá, 628, Bairro Cidade Nova) — confira a programação
neste link.
Currículos dos mediadores:
Juliana Ramos - É professora da rede municipal de educação de Santa Bárbara d’Oeste desde 2002 e atualmente atua como assessora técnico-pedagógica na Secretaria Municipal de Educação. É graduada em Serviço Social pelo Unisal (Centro Universitário Salesiano) e em Pedagogia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), com pós-graduação em Psicopedagogia pela Unar (Universidade de Araras). É mestranda em Educação, com ênfase em Educação das Relações Étnico-Raciais, na Ufscar (Universidade Federal de São Carlos).
Atua na implementação da Política Nacional de Equidade e Educação das Relações Étnico-Raciais como agente de governança regional. É responsável pela coordenação das ações de Educação das Relações Étnico-Raciais na rede municipal, articulando políticas intersetoriais, mobilização social e processos formativos voltados à promoção da equidade racial e à consolidação de práticas pedagógicas antirracistas.
Tramas (Trabalhadoras e Trabalhadores em Movimento de Americana e Santa Bárbara d'Oeste) - É um coletivo que atua na construção de iniciativas populares de educação, cultura e solidariedade. Organiza projetos como o Cursinho Popular, o Cineclube, a Cozinha Solidária, Sarau e outras ações comunitárias, sempre com o compromisso de fortalecer a organização popular, a consciência crítica e a transformação social.
Mariana Balam - Atua há 16 anos nas áreas de direção, produção e edição de vídeos comerciais, de varejo, publicitários e documentais. Recentemente, expandiu sua atuação para a ficção, dirigindo e roteirizando seu primeiro curta-metragem, intitulado "Dolor".
Atuou em campanhas audiovisuais e de comunicação para redes sociais de grandes festivais locais, com destaque para o Santa Bárbara Rock Fest, evento no qual trabalha desde sua criação, em 2014.
Sua trajetória profissional foi construída nas áreas de Comunicação Pública, Política, Institucional e Cultural, desenvolvendo estratégias de comunicação e marketing, com atuação integral em assessoria e no desenvolvimento de projetos audiovisuais.
Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e em Produção Cultural pelo Senac, é especialista em Assessoria de Comunicação e também em Marketing pela USP (Universidade de São Paulo).
Sinopses
“Ga vī: a voz do barro” (2021, 10 min) | 25/6, às 9h30 e 13h - 26/6, às 19h30
Direção: Ana Letícia Meira Schweig, Angélica Domingos, Cleber Kronun de Almeida, Eduardo Santos Schaan, Geórgia de Macedo Garcia, Gilda Wankyly Kuita, Iracema Gãh Té Nascimento, Kassiane Schwingel, Marcus A. S. Wittmann, Nyg Kuita e Vini Albernaz
Uma animação que conta histórias Kaingang sobre a tradição da cerâmica, barro, território e ancestralidade, produzido a partir do encontro de saberes de mulheres Kaingang na Terra Indígena Apucaraninha, localizada no norte do Paraná. O filme é realizado a partir do evento “Ga vī: a voz do barro, conversando com a terra”, um encontro de saberes entre mulheres Kaingang e cerâmica. É um curta-metragem, em animação, com objetivo de compartilhar com mais pessoas esses conhecimentos, fortalecer essas práticas e também servir como material e memória para jovens Kaingang.
Òsányìn: O segredo das folhas (2021, 22 min) | 25/6, às 9h30 e 13h
Direção: Pâmela Peregrino
Uma criança nasce com folhas em seu corpo e sua mãe busca a cura. Na escola, porém, as outras crianças a discriminam e ela foge para mata. Na Caatinga, encontra seres encantados de tradições indígenas e negras e caminha numa aventura de autoconhecimento. Sua busca a leva até Òsányìn, o Orisà das folhas, que apresenta o poder das plantas e a importância da preservação ambiental.
No início do Mundo (2020, 7 min) | 25/6, às 9h30 e 13h
Direção: Camila Osório
Durante momentos nebulosos, no que é possível apoiar-se para se reerguer? Uma avó e sua neta vivem alegres e conectadas com a natureza em seu quintal, compartilhando saberes e memórias. Quando a avó subitamente adoece, a neta encontra calma e coragem ao se voltar às histórias inspiradoras de mulheres fortes.
Amazônia sem garimpo (2022, 6 min) | 25/6, às 9h30 e 13h
Direção: Tiago Carvalho e Julia Bernstein
É uma animação que explica, de forma sensível, os impactos da mineração ilegal nos rios e na vida dos povos indígenas. Com uma linguagem acessível e visual marcante, o filme é um ótimo ponto de partida para conversar sobre floresta, território e preservação.
Cerrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga (2025, 16 min) | 25/6, às 19h30
Direção: Fellipe Abreu e Luis Felipe Silva
A série “Cerrado: Coração das Águas” transporta o espectador por uma viagem pelas águas que ligam o Cerrado à Amazônia, à Caatinga e ao Pantanal, desde a nascente até o encontro com grandes rios. A partir dos relatos de povos indígenas e de povos e comunidades tradicionais, destacam-se as ameaças e a destruição do meio ambiente e dos modos de vida que protegem a natureza.
Eu sou Raiz (2022, 7 min) | 25/6, às 19h30
Direção: Cíntia Lima e Lílian de Alcântara
Mestra Mariinha é líder quilombola e há mais de 40 anos luta à beira do Rio São Francisco para preservar a cultura e a natureza de seu território. Ela se dedica aos saberes das ervas medicinais, é benzedeira e Mestra do Reisado do Quilombo da Mata de São José.
Grão (2020, 16 min) | 25/6, às 19h30
Direção: Adriana Miranda
Um olhar poético sobre a luta de famílias no Mato Grosso, que resistem aos venenos, à truculência e ao poder do agronegócio com trabalho, força e fé.
Kutala (2025, 5 min) | 26/6, às 19h30
Direção: Fabio Martins e Quilombo Manzo
As brincadeiras de crianças de terreiro do Kilombu Manzo, na observância dos mais velhos, transmitem o saber ancestral à geração neta, no tempo em que passado, presente e futuro se entrelaçam. O Eduka Kilombu reafirma nossa matriarca, mostrando que o saber quilombola está plantado nas matas e corre livre nos caminhos das águas, de onde extraímos o mais importante sagrado: Ota — pedra sagrada. Ao fundo, a narrativa da matriarca constrói um tempo espiralar, que nos faz confundir a interpretação do ontem no tempo do hoje.
As Lavadeiras do Rio Acaraú transformam a embarcação em nave de condução (2021, 12 min) | 25/6, às 19h30
Direção: Kulumym-Açu
O fluxo das águas do Rio Acaraú, que atravessa a cidade de Sobral, no Ceará, conta uma história na qual o esfregar e o voar fazem parte do mesmo gesto coletivo.
Faísca (2025, 12 min) | 25/6, às 19h30
Direção: Bárbara Matias Kariri
O desaparecimento das onças do território provoca desolação na comunidade. Mulheres de
gerações diferentes se mobilizam para o retorno das onças, antes que todos desapareçam.
Serviço:
15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos | Santa Bárbara d’Oeste
25 de junho, às 9h30, 13h e 19h30 | 26 de junho, às 19h30
Local: CEU das Artes | Rua Argeu Egídio dos Santos, 100, Planalto do Sol II, Santa Bárbara d’Oeste/SP
Entrada gratuita