A grande população de pombos da praça Coronel Luiz Alves (Praça Central) de Santa Bárbara d' Oeste é motivo de atenção por parte da Prefeitura Municipal.
A grande população de pombos da praça Coronel Luiz Alves (Praça Central) de Santa Bárbara d' Oeste é motivo de atenção por parte da Prefeitura Municipal, uma vez que a ave pode transmitir doenças infecciosas ao ser humano.
Com base nessa constatação o controle populacional dos pombos volta a ser tema de discussão. Como a espécie é protegida pela Lei Federal 9.605/98, que considera o extermínio um crime contra o meio ambiente, torna-se necessária a busca por outras soluções.
De acordo com o veterinário e assessor técnico do Centro de Controle de Zoonozes, Wilson Guarda, uma mudança de comportamento por parte da população seria uma boa atitude para controlar a proliferação dos pombos. Ele defende a adoção de hábitos como a não alimentação das aves.
A população de pombos é uma antiga preocupação do Centro de Controle de Zoonoses. O setor prestou orientações sobre controle dos pombos quando a Igreja Matriz passou por reformas. Foram sugeridas mudanças no prédio com o intuito de diminuir o número de abrigos para as aves, porém, condições de caráter arquitetônico ainda favorecem o repouso das aves.
Apesar dos pombos serem transmissores de doenças não há registro de casos na Vigilância Epidemiológica de Santa Bárbara d'Oeste.
Principais doenças transmitidas pelos pombos
- Criptococose: inflamação no cérebro e meninges, ocasionada por fungos;
- Histoplasmose: infecção pulmonar causada por fungos;
- Alergia: desencadeada por penas que contém, piolhos, ácaros e pulgas;
- Toxoplasmose: infecção celular que ataca múltiplos órgãos, ocasionada por protozoários;
- Ornitose: infecção pulmonar;
- Salmonela: infecção intestinal ocasionada por bactérias;
- Psitacose: causa dor de cabeça, febre alta, calafrios, ocasionadas por vírus.
Origem
Os pombos são aves originárias de regiões rochosas da Europa e se adaptaram muito bem ao ambiente urbano principalmente devido à facilidade de encontrar alimento e abrigo. Foram trazidos ao Brasil no século XVI já domesticados.
A ave se alimenta de grãos e sementes, entretanto consome também resto de comida. No clima brasileiro e em boas condições de alimentação a ave pode botar até dois ovos em suas ninhadas, que podem chegar a seis por ano. Nos centros urbanos vivem entre 3 e 5 anos. Em condições de vida silvestre podem viver aproximadamente 15 anos.