O Município confirmou que dentro da legalidade, eventualmente assiste a munícipes por meio de doação de materiais de construção e mão-de-obra.
O vereador Gilmar Vieira da Silva, do PCdoB, questionou o prefeito José Maria de Araújo Júnior, por meio de requerimento, a ajuda que a Prefeitura vem dando a uma família carente. O Município confirmou que dentro da legalidade, eventualmente assiste a munícipes por meio de doação de materiais de construção e mão-de-obra. Não houve interesse do vereador Gilmar, ao receber a resposta, de esclarecer publicamente a resposta.
De acordo com o prefeito José Maria de Araújo Júnior, essa assistência ocorre em socorro a famílias cuja habitação esteja em situação de risco, em razão de vendavais, enchentes, desmoronamentos, rachaduras e defeitos estruturais do imóvel. Para isso é necessário um laudo de engenharia elaborado por técnicos do Município, confirmando a situação de risco, e a doação de material e mão-de-obra só acontece depois de um relatório de avaliação sócio econômica. "Quando o vereador questiona e ao divulgar seu questionamento, sugere que a Prefeitura está fazendo algo ilegal, deveria ter o mesmo procedimento ao ser informado da verdade dos fatos. Fica evidente a intenção de apenas denegrir a imagem do Poder Público", completou o prefeito.
Uma dessas ações ocorreu após uma tempestade que caiu em Santa Bárbara d'Oeste no último dia 6 de janeiro e trouxe um pesadelo a uma família carente da Vila Linópolis. As fortes rajadas de vento causaram o desabamento da casa de quase quatro décadas de um viúvo aposentado de 59 anos, que habitava o imóvel junto com dois filhos e três netos. O homem, que sustenta os filhos desempregados e os netos apenas com seu benefício de R$ 600, desesperou-se ao ficar desabrigado do dia para a noite.
A Defesa Civil do Município prestou socorro imediato à família, e dois dias depois da tragédia encaminhou o caso para a Secretaria de Promoção Social da Prefeitura. Depois de uma criteriosa análise da real situação financeira da família, e levando em consideração o fato de o desabamento ter sido causado por intempéries, a secretária de Promoção Social, Georgina Boschero, solicitou à Secretaria de Obras e Serviços a reconstrução do imóvel de quatro cômodos, localizado na Rua Olívio Saes, com mão-de-obra e material cedidos pelo Poder Público. "Essa atitude só foi tomada porque o desabamento aconteceu por força da natureza, e a família realmente necessitava da ajuda", salientou a secretária.
A reconstrução da casa da Vila Linópolis começou há algumas semanas. O alicerce foi refeito e as paredes começaram a ser levantadas, de acordo com as possibilidades da Secretaria de Obras. Enquanto isso, as seis pessoas estão morando em uma casa de aluguel, bancada com a aposentadoria do responsável.
O Fundo Social do Município está acompanhando a situação da família, com doação de roupas, cobertores e cesta básica, para auxiliar no sustento. Uma das filhas do proprietário, de 30 anos, vem recebendo orientação para suportar a situação e conseguir um emprego. Com a auto-estima recuperada depois da tragédia, voltou a estudar e batalha uma colocação no mercado de trabalho.