A Emefei atende atualmente 513 alunos entre educação infantil e ensino fundamental, na Rua General Couto Magalhães, nº 285, Conjunto 31 de Março.
Nesta terça-feira (11/12) será comemorado o dia da patrona da Emefei "Profª Mariana Fracassi Schimidt", do Conjunto 31 de Março. A solenidade tem início às 15h e terá várias apresentações de alunos aos pais, professores, funcionários, comunidade e familiares da professora homenageada.
Após a execução do Hino Nacional e do Hino à Santa Bárbara, será feita a leitura da biografia de Mariana Fracassi, e a parábola "O Bambu Chinês", será lido pela dirigente Regina Stela Defavari. Os alunos da série inicial, 1ª e 2ª série da manhã farão um jogral com as letras do nome de Mariana. Logo após, 14 alunos da 3ª série (manhã) apresentam um número de flautas, e um coral composto por alunos da 4ª série vão cantar duas músicas.
Já as músicas "Canção do sorriso" e "Canção da cortesia" será cantada somente pelos meninos do período da tarde, que serão seguidos pelas meninas (tarde) que interpretam a canção "Era uma vez". A Emefei atende atualmente 513 alunos entre educação infantil e ensino fundamental, na Rua General Couto Magalhães, nº 285, Conjunto 31 de Março.
Patrona
Mariana Fracassi Schmidt nasceu aos 20 de dezembro de 1933, na Usina Santa Bárbara, é filha de Demétrio Fracassi e de Maria de Lourdes Germano e estudou no então chamado Grupo Escolar Coronel Luiz Alves, concluindo o 4º ano no Grupo Escolar José Gabriel de Oliveira. Aluna aplicada, desde cedo se destacou em Língua Portuguesa, escrevendo poesias e crônicas a partir dos 11 anos de idade.
Cursou o ginásio e o normal (2º Grau Profissionalizante) no então Instituto de Educação Comendador (Américo) Emílio Romi, formando-se Professora Primária em 1957. Foi também uma das pioneiras a colaborar com o Jornal d´Oeste, escrevendo poesias para a coluna social. Em 1958 ingressou na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC), para cursar a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.
Formou-se como Professora de Língua Neolatinas (Português, Latim, Francês, Espanhol e Italiano) em 1961. Casou-se em dezembro de 1961 com Alfeu Schmidt, de cuja união nasceram dois filhos: Erik Neil e Karen. Ainda em 1961, lecionou Português no Colégio Culto à Ciência, em Campinas.
De volta a Santa Bárbara, ingressou, em 1962, no já citado Instituto de Educação Comendador (Américo) Emílio Romi, ensinando Português e Francês para o ginasial (1º grau). Ao mesmo tempo, retomou suas atividades literárias, escrevendo crônicas para o Jornal local A Folha.
É de sua autoria a letra do Hino da Guarda Mirim de Santa Bárbara d´Oeste, entidade por que sempre nutriu uma simpatia especial. Também de sua autoria é o singelo poema "À cidade". Em 1972, fez em São Paulo, o Curso de Técnicas Audiovisuais de educação, no Instituto Brasileiro de Estudos Sociais, filiado a Unesco.
Depois de 15 anos, transferiu-se do Emílio Romi para a então EEPG Professora Maria Guilhermina Lopes Fagundes (Magui), onde deu aulas de Português por cerca de três anos. Após um hiato, em que se dedicou exclusivamente à família, voltou à atividade em 1984, passando por diversas escolas da cidade.
Mariana foi das primeiras professoras a adotar técnicas diferenciadas e inovadoras no ensino de Português, redirecionando o aprendizado formal para atividades lúdicas como jograis, concursos inter-classe de música, poesia e redação em grupo.
Sua contribuição, pois, à Terra de Dona Margarida, é sua Profissão, sacerdócio que abraçou por vocação e por amor, dedicando ao ensino e à Cultura os melhores anos da sua vida. Recolhida hoje ao seio dos familiares, filhos e netos, Mariana identifica no reconhecimento de seus alunos a maior recompensa do seu trabalho.