Município faz ações de bloqueio e vacina as pessoas que vão para as áreas endêmicas
Município faz ações de bloqueio e vacina as pessoas que vão para as áreas endêmicas
Na sexta-feira, foi notificado na Vigilância Epidemiológica de Santa Bárbara d´Oeste um caso suspeito de febre amarela. Trata-se de um rapaz de 23 anos morador do bairro Nova Conquista. O paciente está bem e encontra-se internado no Hospital Santa Bárbara.
Em dezembro, o paciente e seus familiares estiveram durante sete dias em Goiás. No dia 7 de janeiro, ele apresentou sintomas como dor abdominal, dor de cabeça, dor muscular e febre. Dia 8 ele foi atendido na Unidade Modular Dr. Afonso Ramos e no dia 9, internado no Hospital Santa Bárbara.
Foram colhidas sorologias para febre amarela, dengue, febre maculosa e leptospirose. O Município também fez o bloqueio vacinal contra a febre amarela na esposa, filha e pais do paciente e colheu a sorologia.
Segundo o secretário de Saúde, Cesar Augusto Cielo, o rapaz passa bem. "Ele não tem mais febre e nem dor de cabeça. Está sendo medicado com soro e vitamina. Foi feito hemograma, tomografia de crânio e exame de liquor. Todos eles apresentaram resultados normais", comunicou o secretário. O paciente permanecerá internado, em área isolada, até a chegada do resultado do exame previsto para acontecer na sexta-feira.
Ações de bloqueio
No final de semana, agentes de saúde do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em conjunto com a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) de Campinas fizeram bloqueio químico nos bairros Nova Conquista Conjunto dos Trabalhadores, locais em que reside o paciente e seus pais.
Hoje, a equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) esteve no Nova Conquista para fazer o controle local com larvicida nos criadouros não removíveis e a retirada de materiais inservíveis. Ao todo, foram recolhidos aproximadamente 3 toneladas de materiais.
Vacina só para quem vai viajar para as áreas endêmicas
A febre amarela é uma doença de gravidade variável, causada por vírus. Os sintomas surgem entre três e seis dias depois de a pessoa ser infectada e são, principalmente, febre, dor de cabeça, dor muscular, prostração e irritabilidade, podendo evoluir com icterícia, hemorragias e insuficiência renal. A doença é transmitida através da picada de mosquitos infectados pelo vírus, que vivem em florestas.
As regiões Norte e Centro-Oeste, o estado do Maranhão e o oeste da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os locais de maior risco de se contrair a doença. "O ideal é se vacinar dez dias antes da viagem, para que o organismo tenha tempo de produzir anticorpos", aconselha o secretário de Saúde.
A vacina é válida por 10 anos. Está disponível em todas as terças-feiras, a partir das 13 horas, no Centro de Saúde II (Av. Sábato Ronsini, 203 - Jd. Linópolis). "É importante ressaltar que somente as pessoas que forem para as áreas endêmicas devem tomar a vacina. Aquelas que não vão viajar, não precisam", enfatizou Cielo.