A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste, por meio da Secretaria de Saúde, segue com as ações do “Janeiro Roxo” no Município. A iniciativa, que consiste em uma série de atividades de combate à Hanseníase, é realizada desde o início do mês nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), no AMDIC (Ambulatório Municipal de Doenças Infectocontagiosas) e nos demais setores da Saúde, por meio da intensificação de orientações em Salas de Espera Ativa, entrega de materiais informativos e encaminhamentos, quando necessário.
Neste domingo (25) foi lembrado o Dia Mundial da Hanseníase e o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, celebrados no último domingo do mês e instituídos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1954 e pela Lei Federal nº 12.135/2009, respectivamente.
O objetivo do “Janeiro Roxo”, além de trazer maior visibilidade para a doença, é esclarecer a população sobre sinais e sintomas, permitindo o diagnóstico precoce para início do tratamento. As pessoas devem estar atentas ao aparecimento de manchas esbranquiçadas e caroços avermelhados ou castanhos, além de dormência ou mudança na sensibilidade. A transmissão ocorre pela respiração do doente sem tratamento e pode atingir tanto adultos quanto crianças. Quando não tratada ou tratada tardiamente, a hanseníase pode causar incapacidades ou deformidades nas mãos, nos pés ou olhos.
Os pacientes com sinais e sintomas característicos da hanseníase devem primeiro procurar a UBS mais próxima da residência. Nos casos em que a suspeita é confirmada, a pessoa é encaminhada para o AMDIC. O setor atende na Rua Teresina, 553, no Planalto do Sol.
Em caso de dúvidas, a população pode procurar a UBS de referência ou entrar em contato com o AMDIC, por meio dos telefones (19) 3454.8466 e (19) 3455.2490. O endereço de e-mail é o: amdic.saude@santabarbara.sp.gov.br. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7 às 16h30.
Sobre a doença
Popularmente conhecida como lepra, a Hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que é transmitida pelo ar - por meio de gotículas de saliva eliminadas pela fala, tosse e espirro - e pelo contato direto com as lesões da pele de um portador da doença que não esteja em tratamento. A doença afeta principalmente a pele e os nervos, o que causa limitações de mobilidade em seus portadores. Em si a Hanseníase não mata, mas suas complicações podem ser letais.
A Hanseníase tem cura e o tratamento é feito exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no AMDIC, por cerca de 6 a 12 meses, dependendo da classificação da doença. Não há necessidade de isolamento do paciente, mas sim de tratamento e exames anuais por cinco anos. As pessoas do convívio também devem ser submetidas a exames em igual periodicidade. Sob tratamento, a transmissão cessa logo nas primeiras semanas.









